Você sabe o que está acontecendo na Somália (não confunda Somália [país] com o jogador do botafogo)? Então aqui vai um breve resumo:
O grupo al-Shabaab, que era um grupo islâmico e célula do grupo al-Qaeda, conduzia ataques contra o governo e estavam em poder da cidade de Somali, capital do país. O grupo recruta homens (crianças, jovens ou adultos) para a guerra. O grupo proibia jogos e filmes na cidade. Para se ter noção da situação, as escolas eram usadas pela milícia do grupo para recrutar soldados. As crianças eram colocadas na linha de frente dos combates.
O grupo foi recentemente expulso pelas tropas de Somali e pela União Africana e, com isso, os jovens puderam finalmente jogar seus joguinhos.
As locadoras têm feito sucesso com a expulsão do grupo. Algo mais ou menos como era no Brasil há 15~20 anos atrás. A loja do somaliano Ahmed Aden, entrevistado no G1, está bombando (trocadilho não-intencional). “Começamos com duas TVs. Hoje temos oito. Nosso negócio está crescendo muito”, disse.
Alguns pais têm opinião dividida sobre os videogames. Todos concordam que eles mantém as crianças afastadas da rua, mas também dizem que isso têm as mantido fora da escola. Como disse Muse Haji, também ao G1, “Para nós é uma escolha entre muito e pouco mal. Em vez de meus filhos serem pegos pelos militantes para serem usados como bombas humanas, é melhor que fiquem em casa jogando videogame”.

