Posts ordenados pela categoria: Política



Pela inclusão de games no Vale-Cultura.

09/03/2013 às 19:40
Taylor 3 Comentários

O Vale-Cultura, um benefício cuja lei (4682/2012) foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff no dia 27/12/2012 sairá do papel, segundo as previsões, em junho deste ano.

Serão 18,8 milhões de trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos por mês tendo a possibilidade de contar uma graninha extra – R$50,00 mensais – a ser gasta exclusivamente com cultura. O benefício será oferecido pelos próprios contratantes que, em contra-partida, contarão com abatimento proporcional no Imposto de Renda. Projeta-se R$ 500 milhões de isenção/ano para mais de 337,2 mil empresas cujos funcionários injetarão cerca de R$ 11,3 bilhões na cadeia produtiva da cultura, fomentando os diversos seguimentos que contituem a malha cultural brasileira.

Imagina você gamer que está aí na batalha ganhando mais 50 Dilminhas por mês – que podem ser acumuladas para compras maiores – e ganhando uma “mãozinha” do  governo pra comprar aquele lançamento AAA… legal, não?! Claro! Isso se a ministra da cultura Marta Suplicy considerasse jogos eletrônicos cultura.
Durante audiência pública de apresentação do projeto no dia 19 de fevereiro, Marta afirmou: “eu não acho que jogos digitais sejam cultura”. Assim sendo, está garantido o direito do trabalhador usar o vale para comprar revistas, jornais, livros, HQs, filmes, cds, dvds, blu-rays, ingressos para shows, teatro, cinema, fantasias carnavalescas, assinaturas de tv a cabo, etc… mas games não.

Vale lembrar que o governo federal reconhece o caráter cultural dos jogos eletrônicos, possui uma seção no site do MinC dedicada a games, promove editais voltados para a criação de games e que em 2011 a própria ministra Marta assinou a portaria que autoriza games a captarem recursos pela Lei Rouanet de Incentivo à Cultura.  Ou seja, o governo só precisa se recuperar da amnésia e lembrar que suas ações recentes apoiam os jogos enquanto produtos culturais. E todos nós vamos ajudar, ok?

Moacyr Alves Júnior, presidente da Acigames (Associação Comercial Industrial e Cultural dos Videogames), está montando uma comitiva composta por representantes do setor que pretende, durante uma reunião com a ministra, apresentar os games enquanto manifestações culturais tão válidas quanto quaisquer outras e esclarecer a importância da fomentação da indústria em nosso país: ”Estamos montando uma comitiva para entregar games, documentários e livros sobre o mundo dos jogos para a ministra. Os games não podem ficar de fora”.

Eles, porém, ainda aguardam uma resposta do MinC e precisam de uma força nossa. Assinando essa petição AQUI, você ajuda a pressionar a galera de Brasília a não apenas receber os representantes da indústria – o que provavelmente já deve bastar para que os jogos eletrônicos sejam incluidos na lista de produtos – mas também a mudar a concepção retrógrada sobre o mercado de games que ainda assombra a política.

Ações pontuais, bem direcionadas e com foco como essa têm potencial para gerar mudanças e todos que gostam de games, que se interessaram por inglês, história, filosofia, artes ou música por conta dos jogos têm o dever de dedicar dois minutos para assinar e divulgar.



Nintendo leva ferro de grupo de defesa humanitária.

17/08/2012 às 17:14
Taylor 1 Comentário

Quem financia essa porra é você!

A República Democrática do Congo, entre tantos outros problemas sociais, econômicos e políticos, convive diariamente com a violência, opressão e desrespeito aos direitos humanos resultantes de conflitos armados entre grupos paramilitares que disputam o controle das fontes de minérios na região. Matérias-primas como tântalo, estanho e tungstênio que, se não fosse a intereferência de grupos como o Enough Project, iriam direto para o seu videogame sem que você jamais tomasse conhecimento de que, indiretamente, financia a guerrilha na África.
Um total de 24 companhias são monitoradas e classificadas pela organização segundo o seu comprometimento em diminuir o consumo de insumos comprados em zonas de guerra, com origem violenta. A Microsoft e a Apple marcam 38 pontos atualmente, o que significa que “têm demonstrado proatividade em interceder junto às suas fontes para tornar o mercado no Congo mais limpo”, ou seja, tão passando um paninho pra não ficar tão feio. A Sony está com 27, o que equivale a um carimbinho de “precisa melhorar” que você recebia na escola. Já a Nintendo, por outro lado, tirou o dela da reta com a seguinte declaração à CNN:
[A Nintendo] terceiriza a fabricação e montagem de todos os produtos da Nintendo para os nossos parceiros de produção e, portanto, não está diretamente envolvida no fornecimento de matérias-primas que são usados em nossos produtos

Se jogar no Google Tradutor e selecionar a opção de tradução de eufemismos dá algo assim:

FODA-SE!!1!1

Por não ter tentado nem disfarçar ou fazer uma pressãozinha nos fornecedores, a Big N ganhou um ZERO bem grande e permanente em sua ficha.

fonte



Game macabro vira caso de saúde pública

25/04/2012 às 16:30
Taylor 10 Comentários

A indústria do entreterimento não tem limites, ainda mais quando montantes significantes de dinheiro estão em jogo. Durante décadas, muitos se especializaram em, de maneira quase hipnótica, arrebatar multidões de fãs – principalmente jovens – com filmes, músicas e toda a sorte de produtos midiáticos. Nos útimos 5 anos, porém, as grandes coorporações descobriram uma nova forma de penetrar mentes cada vez mais pueris e garantir a fidelidade desde o berço: os video-games.
Essa nova onda, claramente voltada para o público infantil, extrapola o bom-senso com jogos que despertam desde violência física como GTA IV, onde o jogador encarna um encanador russo que ganha a vida com pequenos crimes em uma Los Angeles estilizada e Good of War – O bom de guerra em tradução livre – até as pulsões sexuais mais reprimidas, como Boong-ga Boong-ga, onde o objetivo é realizar o famoso “fio-terra” em empresários, colegiais e ursos panda. Existem produtos que se prestam a estimular até a masturbação, com acessórios e desenhos animados provocativos, um verdadeiro despropósito moral tendo em vista a faixa etária dos pequenos consumidores desse nicho.

Cena do jogo GTA, onde o objetivo é matar velhinhas.

Nessa semana, porém, a sociedade brasileira está escandalizada com a descoberta do jogo eletrônico que é o mais novo sucesso entre as crianças: O Labirinto do Terror.

Atraidos pelos gráficos de última geração criados no exterior e pelas telas coloridas, os pequeninos, presas fáceis vagando, ou melhor, navegando, pelo imenso mundo virtual do “www” e, desavisados, acabam apertando o botão “play”, adentrando assim, em uma viagem sem volta rumo a uma vida de horrores. Para entender melhor como funciona essa verdadeira arapuca digital, confira a reportagem exibida pelo SBT:

Quantas crianças mais precisaremos ver traumatizadas para a vida, fazendo acupuntura e lendo Zíbia Gaspareto, tremendo em um canto escuro e úmido de um quarto, isoladas do mundo, encarando por mais de 24 horas por dia uma tela de computador em um processo de lobotomia auto-induzida até que tomemos uma providência? Não se trata de censura, mas uma imposição positiva e edificante que deve vetar a comercialização, uso e debate de qualquer questão relacionada a jogos virtuais agressivos. Pena de morte já!



Nerds serão nerds. Cosplayer de Lollipop Chainsaw é expulsa de evento!

08/04/2012 às 18:03
Taylor 3 Comentários

Vou resumir porque não dá nem vontade de escrever sobre essa palhaçada!
A cosplayer Nigri foi expulsa da feira de games Pax East, nos EUA, após vestir a fantasia que você vê à direita.
A organização do evento afirmou que convidou a moça a se retirar devido a diversas reclamações que recebeu – de umas recalcadas aí.
Nigri resolveu simplesmente voltar a colocar a fantasia da esquerda e, dessa forma, teve permissão para continuar na festa.
E ainda por cima, amanhã é segunda!

 

BÔNUS STAGE!!!

Especialmente pro Átila, fica a dica: a garota fez um cosplay da sua personagem favorita dos games!



Professores clamam por legislação mais dura para games violentos

04/04/2012 às 7:30
Taylor 2 Comentários

Segundo associação de professores do Reino Unido, games violentos têm influenciado de maneira negativa e modificado o comportamento de crianças do primário.

"No meu tempo as brincadeiras eram mais saudáveis"

Durante uma convenção anual de educadores essa questão foi levantada diversas vezes e muitos professores demonstraram-se convencidos de que as cenas violentas representadas pelos alunos durante o intervalo são resultado da influência direta dos games que as crianças jogam em casa.

Segundo Alison Sherratt, professora da Riddlesden St Mary’s Church of England, é comum ver esse tipo de comportamento modificar as interações entre os alunos.

Nós sabemos que é comum haver brigas e comportamento agressivo nas escolas, mas eu tenho visto cenas muito violentas sendo encenadas por alunos pequenos. Brigas e perturbações na sala de aula são cada vez mais recorrentes.

Obesidade, exclusão social, solidão, problemas físicos, vidas sedentárias e solitárias – são descrições de crianças viciadas em games… infelizmente, existe uma clara correlação entre as crianças que adimitem jogar videogames e aquelas que chegam na escola cansadas.

Nós aqui do Game Bang resolvemos pesquisar um pouco mais para saber quem é essa mulher, ou melhor, esse monstro sagrado da boa forma física e da vida social saudável. O que encontramos foi isso:

Alison dando exemplo de como ser saudável e feliz.^__^

Dito isso, podemos voltar à nossa vida deprimente, corrompida desde a mais tenra idade por games violentos que, além de deturparem nossa mente estragam a tv.

Fonte: The Guardian UK



Valdir Raupp retira o projeto de lei que censurava games! o/

29/02/2012 às 21:57
Leon Santiago
Comenta aí!

Lembram desse post? Pois bem, o sujeito da foto era nosso senador Valdir Raupp do PMDB de Rondônia.

Ele tentava aprovar no Brasil (oh rly) o projeto de lei 170/06, que criminalizava por definitivo a fabricação, importação e distribuição de jogos que fossem considerados ofensivos aos costumes, tradições, cultos, credos, religiões, símbolos, etc etc, mesmo com selo de +18.

Tentava! o/

A Associação Comercial, Industrial e Cultural de Games, numa tentativa de entrevista com o barbudinho, recebeu de resposta da assessoria do senador que foi encaminhado ao Sarney nessa terça um pedido de retirada do projeto da pauta oficial do senado. Muerto! A carta da assessoria diz que o senador revisou o projeto e, segue o trecho bacana:

“(o projeto) reflexa e indiretamente, poderia ferir direitos fundamentais, notadamente como a liberdade de expressão, a livre iniciativa e o livre exercício da atividade econômica, e até mesmo podendo ensejar a censura”

Palavras do próprio Raupp depois da tal revisão. Matou a pau.
Enfim, não dá pra saber que diabos aconteceu nem pressão de quem o senador tomou pra mudar tão radicalmente de idéia em relação a um projeto que ele próprio elaborou. De qualquer modo, eu ainda gosto de ver nego vindo a público dizer que repensou e percebeu que estava errado, mesmo sendo um cara até antes de ontem eu achava um idiota hipócrita.

Vamo que vamo! ;D