O Vale-Cultura, um benefício cuja lei (4682/2012) foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff no dia 27/12/2012 sairá do papel, segundo as previsões, em junho deste ano.
Serão 18,8 milhões de trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos por mês tendo a possibilidade de contar uma graninha extra – R$50,00 mensais – a ser gasta exclusivamente com cultura. O benefício será oferecido pelos próprios contratantes que, em contra-partida, contarão com abatimento proporcional no Imposto de Renda. Projeta-se R$ 500 milhões de isenção/ano para mais de 337,2 mil empresas cujos funcionários injetarão cerca de R$ 11,3 bilhões na cadeia produtiva da cultura, fomentando os diversos seguimentos que contituem a malha cultural brasileira.

Imagina você gamer que está aí na batalha ganhando mais 50 Dilminhas por mês – que podem ser acumuladas para compras maiores – e ganhando uma “mãozinha” do governo pra comprar aquele lançamento AAA… legal, não?! Claro! Isso se a ministra da cultura Marta Suplicy considerasse jogos eletrônicos cultura.
Durante audiência pública de apresentação do projeto no dia 19 de fevereiro, Marta afirmou: “eu não acho que jogos digitais sejam cultura”. Assim sendo, está garantido o direito do trabalhador usar o vale para comprar revistas, jornais, livros, HQs, filmes, cds, dvds, blu-rays, ingressos para shows, teatro, cinema, fantasias carnavalescas, assinaturas de tv a cabo, etc… mas games não.
Vale lembrar que o governo federal reconhece o caráter cultural dos jogos eletrônicos, possui uma seção no site do MinC dedicada a games, promove editais voltados para a criação de games e que em 2011 a própria ministra Marta assinou a portaria que autoriza games a captarem recursos pela Lei Rouanet de Incentivo à Cultura. Ou seja, o governo só precisa se recuperar da amnésia e lembrar que suas ações recentes apoiam os jogos enquanto produtos culturais. E todos nós vamos ajudar, ok?

Moacyr Alves Júnior, presidente da Acigames (Associação Comercial Industrial e Cultural dos Videogames), está montando uma comitiva composta por representantes do setor que pretende, durante uma reunião com a ministra, apresentar os games enquanto manifestações culturais tão válidas quanto quaisquer outras e esclarecer a importância da fomentação da indústria em nosso país: ”Estamos montando uma comitiva para entregar games, documentários e livros sobre o mundo dos jogos para a ministra. Os games não podem ficar de fora”.
Eles, porém, ainda aguardam uma resposta do MinC e precisam de uma força nossa. Assinando essa petição AQUI, você ajuda a pressionar a galera de Brasília a não apenas receber os representantes da indústria – o que provavelmente já deve bastar para que os jogos eletrônicos sejam incluidos na lista de produtos – mas também a mudar a concepção retrógrada sobre o mercado de games que ainda assombra a política.

Ações pontuais, bem direcionadas e com foco como essa têm potencial para gerar mudanças e todos que gostam de games, que se interessaram por inglês, história, filosofia, artes ou música por conta dos jogos têm o dever de dedicar dois minutos para assinar e divulgar.







