Recentemente numa muambagem viagem ao Paraguai comprei o meu mais novo brinquedinho: um PS Vita. Como é um portátil relativamente novo, resolvi fazer um rápido (espero!) review sobre ele. Será que a mais nova aposta da Sony no mundo dos portáteis tem futuro?
Hardware
A primeira coisa que se pensa quando se tem o primeiro contato com o console é: “meu deus, que tela gigante!”, e é mesmo. São 5 polegadas de jogatina e, por incrível que pareça, você não se “perde” olhando pra ela; sua visão consegue processar tudo o que está acontecendo. O brilho é muito bom também, mas não é dos mais incríveis quando comparado à outros dispositivos (a tela do Galaxy S II, por exemplo).

PS Vita acima, PSP abaixo. Não sei fotografar.
Os analógicos são um show à parte: A pegada é muito confortável, infinitamente melhor que o seu irmão mais velho, o PSP. A tela de toque é capacitativa como a grande maioria dos smartphones atuais e permite multi touch. O touch pad (a “área de toque de trás”) funciona do mesmo jeito que a tela de toque. Os botões de ação (triângulo, bola,…) estão menores e mais afastados, o que deixa a pegada um pouco estranha. Dá a impressão que você precisa de um dedo mais gordo pra apertar quadrado e triângulo, por exemplo. O direcional pouco mudou.

Irmão mais velho e mais novo, respectivamente.
Os dois únicos problemas no hardware são a bateria e o Memory Card. Sobre a bateria, comigo, ela durou no máximo 4 horas. O meu PSP 1000 que já deve ter seus 5 anos de idade tem uma bateria mais potente que isso. Sobre o memory card… bom, o que poderia haver de errado num cartão de memória? Nada, certo? Nope! Estamos falando da Sony. É um memory card especifico, que custa absurdamente caro. Não é nem um Memory Stick Pro Duo whatever. Eu paguei US$25 em 4 GB. Com este dinheiro dá pra comprar um SD de 32 GB.
Ah, sim. Há um microfone embutido e duas câmeras (frontal e traseira) também. Não que isso realmente importe…
Software
É aí que o PS Vita mostra o seu potencial. A Live Area (a XMB do PS Vita) é sensacional. Extremamente rápida, fácil de se achar e o melhor: completamente multitask. Você consegue facilmente pausar qualquer jogo (ou qualquer outro app) e ir pra Live Area, abrir qualquer outra coisa (Yes! Nós temos cross chat finalmente num console da Sony!!) sem que haja um lagzinho sequer. E, claro, depois de tudo isso você pode voltar ao seu jogo do ponto exato onde você parou. Sem medo de exagerar: é algo que cospe na cara da XMB. Só pra se ter uma ideia, eu estou tão acostumado com o PS Vita que, ontem, jogando Mass Effect 2 no PS3, eu tive de ir pra XMB pra mexer numa configuração qualquer do PS3. Na hora em que eu apertei o PS Button e vi que os ÍCONES demoravam séculos pra carregar, bateu aquela tristeza no coração. No PS Vita é tudo tão mais rápido, mais fluido, mais… mais! Faz com que imploremos que a Sony implemente algo ao menos parecido no PS3.
Jogos
Claro, o que mais importa. E, infelizmente, onde o PS Vita mais peca. Como é de praxe da Sony, o PS Vita não teve um line up inicial decente. Até mesmo um dos carros-chefe da Sony, Uncharted, que é um jogo muito bom (média 80 no metacritic) não é bom o suficiente pra que desembolse US$ 350 (console + memory card + jogo). Além de Uncharted: Golden Abyss, comprei Wipeout 2048 (sou fã da série, me julguem) e Touch my Katamari. Katamari não há o que comentar, é mais do mesmo. Wipout está numa das suas melhores versões no PS Vita, com uma campanha multiplayer sólida. Enquanto Uncharted é o que mostra realmente o potencial do console. Sim, por um momento parece que você está jogando PS3 de tão belos que são os gráficos.
Resumindo…
Vale à pena comprar agora? Sinceramente, não. Ainda há poucos jogos bons pro sistema e não há nenhuma outra feature que justifique a compra imediata de um Vita. Mas não me entendam errado: esse baixinho tem um potencial gigantesco. Com um “sistema operacional” incrível e que te deixa com nojo da XMB do PS3 e um hardware promissor, o PS Vita tem tudo pra concorrer de frente com o 3DS. Só falta o mais importante: bons jogos. Mas tudo bem. O 3DS já está aí há mais de um ano e também sofre do mesmo mal…